Nasci Rogério Miranda de Souza, em 14 de maio de 1961. Utilizo o pseudônimo Rogério Miranzelo. Sou casado com Maria Helena e tenho dois filhos, Bruno e Caio.
Venho das tradições mineiras, embora me esquivasse de muitas delas. Fui criado e moro em Belo Horizonte, cidade que me deu tudo o que tenho na vida. Cheguei a BH recém-nascido, vindo de Alfenas – MG, onde não temos nenhum vínculo familiar. Minha família viveu lá certo tempo devido ao trabalho do meu pai, como bancário. Tenho cinco irmãos.
Os antepassados do meu pai são de São João del Rei - MG. Ele e minha mãe nasceram em Pará de Minas - MG, que tem cerca de 70 mil habitantes e fica a 80 km de Belo Horizonte, próximo a Divinópolis, Itaúna e Pitangui. A cidade natal dos meus pais foi o cenário onde passei férias durante a infância e parte da adolescência.
Pour le gagne-pain, trabalho no setor financeiro, há 25 anos. Com dedicação, sorriso no rosto para atender os clientes, atuação em diversas áreas, muitos dias e até noites de trabalho, inúmeros treinamentos e uma pós-graduação em administração. Mas, apesar disso, nunca me programei para ser administrador. Faltou-me estômago para a coisa.
Poderia ter sido ator, já que até os nove anos de idade fazia espetáculos de comédia para uma platéia familiar cativa. Poderia ter sido desenhista ou pintor, já que na pré-adolescência aprendi sozinho a desenhar (diziam que eu ia ser arquiteto). Poderia ter sido corredor de kart: na adolescência fui um bom e veloz piloto de carrinho de rolimãs.
Poderia ter sido jogador de futebol, fanático que fui por esse esporte. Mesmo se tivesse tido a oportunidade de freqüentar um clube profissional, teria sido um jogador mediano, mas de muito fôlego, jogando entre o meio e a ponta direita. Ah, eu torço pelo Clube Atlético Mineiro!
Poderia ter sido músico, já que aos 18 anos comprei um violão e passei a tocar, cantar e a compor umas canções. Só tempos depois eu estudaria um pouco de teoria musical. Poderia ter sido fotógrafo profissional, já que amo a fotografia. Poderia ter sido psicólogo, pois fiz dois anos desse curso na faculdade. Ou professor, já que dei umas aulinhas e abandonei um curso superior de letras no primeiro ano.
Poderia ter sido cineasta (sonho maior de muita gente e o mais difícil de realizar, devido ao custo das produções). Aos vinte e poucos anos comprei uma câmera Super-8 e experimentei algumas imagens, simplórias. Anos depois, fiz um curso de roteiro para cinema. Em seguida, participei de uma boa oficina literária.
Poderia ter sido jornalista que trabalha nas redações, pois me formei em jornalismo e gosto de escrever. Leio bem o francês e o espanhol – já a leitura do inglês é sofrível. Não sei conversar nessas línguas. Poderia ter sido advogado, pela facilidade em ler e interpretar processos e razoável capacidade de argumentação. Mas não sou nada disso, nada do que poderia ter sido. Ou sou, quem sabe, um pouco disso tudo. Sou escritor.